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Aposentadoria própria

O Judiciário bateu o martelo e terá seu plano exclusivo para aposentadoria complementar. O Fundo de Previdência do setor (Funpresp.Jud) foi encarregado de garantir o futuro dos trabalhadores de 65 órgãos. Dados atuariais preliminares indicam adesão de 100.280 servidores, com idade média de 40 anos e tempo de contribuição de 16 anos — salário médio estimado em R$ 8.248,78.

Fontes ligadas ao Conselho Deliberativo do Funpresp.Jud revelam que o principal cuidado dos envolvidos na criação do fundo de aposentadoria é com a transparência e a garantia de retorno aos contribuintes. A primeira providência será a contratação de especialista do mercado financeiro para administrar o aporte inicial de R$ 26 milhões (R$ 25 milhões do governo, mais R$ 1 milhão de aporte obrigatório dos patrocinadores).

"Quando o fundo começar a funcionar, o que deve acontecer em breve, todas as reuniões serão abertas ao público", assinalou o técnico. A ideia é manter, desde o início, uma direção de alto nível, no intuito de evitar irregularidades, como as investigadas na CPI dos Correios (indícios de desvio de mais de R$ 100 milhões de fundos de pensão de estatais reservados à aposentadoria de 75 mil servidores por operadores do mensalão).

O vice-presidente do Conselho Deliberativo do Funpresp.Jud, João Carmelino, confirmou ao Correio que a diretoria executiva será composta por quatro profissionais. "Todos escolhidos, não por indicação, mas recrutados no mercado financeiro por agências especializadas em recursos humanos", sintetizou. Não está decidido ainda o banco público que vai botar a mão na bolada. Estudos estão sendo feitos perante o Banco do Brasil e a Caixa Econômica para escolher o gestor desses ativos.
O plano de benefícios do Judiciário terá as faixas de contribuição 6,5% a 8,5% incidindo sobre a parcela da remuneração que exceder o teto do Regime Geral de Previdência do Servidor (RGPS), atualmente, em R$ 4.159,00. A contribuição do patrocinador será igual à do servidor. "Vale ressaltar que os R$ 25 milhões do governo serão devolvidos tão logo o fundo tenha os recursos necessários", reforçou a fonte, que preferiu o anonimato.

 Fonte: Correio Braziliense - 14/06/2013

 


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